terça-feira, 17 de outubro de 2017

"Minha filha diz que vai pra escola a noite mas na verdade é só uma desculpa pra poder sair e praticar a prostituição e usar drogas: O que devo fazer?"

(Reprodução)
Um relato de uma mãe de família chamou atenção de alguns membros de entidades que apoiam famílias carentes na cidade de Piancó. Os nomes serão preservados, para que não haja juízo de valores. Só que os muitos relatos sobre filhos que usam a desculpa de frequentar a escola durante a noite, na verdade não vão seque na escola. E como se sabe se isso procede? Algumas mães - sempre as mães -, estão indo até a escola em que seu filho ou filha está matriculado, e chegando lá constata que o aluno (a) não compareceu a aula, nem tampouco esteve na escola naquele dia em outros dias da semana. O relato de uma mãe ao desabafar para os "conselheiros cristão voluntários pela vida" (assim que vamos chamar esse grupo de pessoas), apenas confirmou o que muitos já sabiam: - "Minha filha diz que vai pra escola a noite mas na verdade é só uma desculpa pra poder sair e praticar a prostituição e usar drogas: O que devo fazer?".

Pais de família tem enfrentado a tal liberdade, onde as leis dão "privilégios" a menores e muitos usam dessa tal liberdade, para cometer atos infracionários que destroem a reputação da sua família. Mas quem está preocupado com reputação? Bem, ainda existe famílias que preservam os bons costumes, e não vai ser as telenovelas ou as campanhas sobre liberdade, que vão mudar esse pensamento.

As igrejas, de modo geral, devem cuidar dos seu rebanho e insistir nas pregações, sobre o conceito Família. Não é possível que todos achem normal o que vem acontecendo em nossa sociedade. Menores bebem, usam drogas, se prostituem, vão a festas em clubes fechados e nos famosos "espetinhos" da vida, e nada acontece para impedir essa liberdade camuflada, onde muito acreditam que devem "aproveitar a vida!". Aproveita-se a vida de outras formas... Por exemplo, indo a Igreja, participando de festas em família, conversando com os pais, respeitando os professores e buscando um conhecimento educacional para se profissionalizar com o intuito de ser alguém na vida profissional. Nós moramos numa sociedade capitalista, onde o dinheiro é quem manda. E para se ter dinheiro de forma honesta, é preciso trabalhar e profissionaliza-se.

Mas voltando a mãe que está preocupada com sua filha menor. O que os órgãos públicos que defende os adolescentes pode fazer? De início seria interessante agendar palestras nas escolas públicas, especialmente as que funcionam a noite e na periferia, para através de bons profissionais das áreas de educação, sociologia e psicologia, se explique como deve ser conduzida a vida de cada um pra se colher bons frutos num futuro bem próximo.

Definitivamente educar um filho não é uma tarefa fácil e só quem é mãe (ou pai) sabe disso, certo? Sempre queremos fazer o melhor, mas no dia a dia é praticamente impossível não ceder às vontades deles…

Não é a escola ou a babá ou a igreja que vai cuidar da formação dos seus filhos. Hoje, os pais, por trabalharem fora, acham que podem terceirizar essa obrigação. Mas estão errados! Ninguém, além de vocês, têm a obrigação e o poder de formar o caráter dos seus filhos. Se eles andaram aprontando, não adianta mudar de escola. Vocês é que têm de ensinar a eles o que é certo e errado. Se for preciso, peça ajuda!

A cena é comum: na sala de casa, pais tentam orientar seu filho adolescente para que ele chegue em determinado horário ou faça um simples dever de casa. Rapidamente, forma-se uma discussão. Dedos em riste e ameaças de um lado provocam olhos revirados de outro. Então o jovem sai resmungando sem olhar para trás, tranca-se no quarto e fica por isso mesmo. E a mãe e o pai se perguntam: “o que fizemos de errado? Porque nosso filho não nos escuta? Será que ele não sabe que só queremos o bem dele?”.

A adolescência é uma época de mudanças. Um disparo biológico leva a criança até a puberdade e as transformações têm início. Os pais, por muitas vezes, se deparam com filhos mal-humorados, impacientes, revoltados e até irresponsáveis. E se não forem tomados alguns cuidados comunicação entre a família e o adolescente está fadada ao fracasso. Mas como evitar?

Psicólogos e especialistas em educação são unânimes em dizer que os pais precisam ser supervisores, disciplinadores e vigilantes sempre, já que a boa relação entre a família precisa começar muito antes do filho atingir essa fase mais complicada. A semente deve ser plantada ainda na primeira infância, quando a criança é um ser em formação e extremamente suscetível a qualquer estímulo direcionado a ela.