segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Mesmo presa, organização frauda cinco concursos em Pernambuco

    A Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da Paraíba informou na manhã desta segunda-feira (23) mais alguns dados em relação a Operação Gabarito e fraudes em concursos de Pernambuco, entre eles o realizado no domingo (15/10) no concurso do TJPE. No sábado (22), foi informado ao Portal MaisPB que a organização criminosa ORCRIM estava por trás de fraudes no concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Desde que os integrantes foram presos na Paraíba, segundo a Polícia Civil, já foram fraudados cinco concursos, todos em Pernambuco. São eles os da PCPE (Polícia Civil), UFRPE, UFPE, TRE-PE e TJPE.

    Fica patente que o líder da organização, Flávio Luciano Nascimento Borges, que é policial militar e está preso no presídio militar do 5º BPM, tem conseguido se comunicar com outros membros da gangue de dentro do batalhão. A Polícia Civil já comunicou a Polícia Militar e fez recomendação para que ele seja removido para um presídio federal. Continuam soltos o casal, também militares, Poliane de Alencar Holanda e Sérgio Firmino da Silva. A Polícia Civil ainda identifica 100 integrantes em liberdade.

    Continuam presos três líderes da ORCRIM, os irmãos Flávio e Vicente Borges, além de Marcus Pimentel; os professores Dárcio Carvalho, Luiz Paulo (baby 10), e mais 10 membros de funções diversas. Detalhe, a Polícia acredita que a filha de Marcus Pimentel foi aprovada em primeiro lugar em medicina, fraudando o Enem de 2016.

    Nas conversas de whatsapp, conseguidas pela Polícia Civil, os membros comemoram fraudes nos concursos do TJPE, TREPE e UFBA. Destaque para a confiança na impunidade: “dessa vez é praticamente impossível dá (sic) errado”, diz um dos membro. Em outra comemoração entre Marcus Pimentel e Flávio, os líderes chegam a dizer que a ORCRIM é uma “empresa TOP 5 do Brasil”.

    Em relação ao concurso do TJPE, a Polícia conseguiu informações através de denúncias feitas por candidatos contra um dos membros da ORCRIM, Thiago Leão. Além do Thiago Leão, foram identificadas as inscrições no concurso de Poliane Alencar e Jamerson Izidro, ambos presos na Operação gabarito.

    Mais PB