segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Lei proíbe servidores da saúde de usar celular e tablet durante o expediente

    Para evitar problemas no atendimento, a partir desta segunda-feira (23) os funcionários da saúde de Rio Claro (SP) não poderão usar celulares e tablets durante o horário de trabalho. Uma lei municipal publicada no Diário Oficial na sexta-feira (20) proíbe que os agentes usem os aparelhos durante o expediente.

    A fiscalização será feita pelos próprios chefes das unidades de saúde. Os pacientes também podem fazer denúncias na ouvidoria da prefeitura. O telefone é (19) 3526-7105. O profissional que for flagrado infringindo a lei poderá levar uma advertência ou até ser exonerado do cargo.

    Problemas no atendimentoA última vez que a dona de casa Andreia Rosa foi até à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi quando a filha de cinco anos estava doente."Peguei a pediatra lá dentro com o celular enquanto minha filha com 40 graus de febre aguardava atendimento. Quando fui reclamar, ela ainda me xingou", disse Andreia.

    Depois de ter sido atendida, a agente de fiscalização Jaqueline Américo ficou esperando pela liberação do médico. Ela disse que teve o mesmo problema."Achei que ele não estava na sala, daí chegou outra moça e disse que o médico estava lá sim. Bati na porta, ninguém abriu, bati outra vez, ninguém abriu de novo, daí empurrei e ele estava no celular", disse Jaqueline.

    OrientaçãoSegundo o secretário de Saúde, Djair Claúdio Francisco, os funcionários estão sendo orientados sobre a mudança. O objetivo é desenvolver um processo de conscientização."Não queremos que se passe a mensagem que estamos efetivando uma caça às bruxas, pelo contrário, queremos e é nossa obrigação como gestores oferecer à população serviços de melhor qualidade", explicou o secretário.

    O que os pacientes esperam é que a medida deva agilizar o atendimento. "É uma lei certa, porque a gente vem aqui para ser atendido e o pessoal fica matando tempo em celular sendo que podem providenciar um atendimento mais rápido", afirmou o serviços gerais Adriano Apolinário.