segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Consumo e Tráfico de drogas estende mercado às pequenas cidades

(Reprodução)
Faltam dados nacionais atualizados sobre o consumo de crack que comprovem estatisticamente a propalada epidemia da droga. Mas é certo que ela tem-se espalhado pelo país e que seu uso se acentuou. Os números oficiais, nos quais o Ministério da Saúde se baseia, fornecidos pelo Cebrid, são de 2005: 380 mil pessoas já tinham experimentado a droga no Brasil. Estimativa apresentada pelo psiquiatra Pablo Roig na semana passada, durante o lançamento da Frente Parlamentar de Combate ao Crack, é de que o número de usuários agora chega a 1,2 milhão.

A professora Solange Nappo, pesquisadora do Cebrid e especialista em crack, afirma que os números não são confiáveis e que a instituição está produzindo nova pesquisa nacional, que deve estar pronta em janeiro.

"A gente não tem o dado exato, mas a gente sabe que o consumo aumentou, porque antes era só em São Paulo e agora está em todos os estados", afirma. 

Baixo preço
Uma pedra de crack nessas cidades custa apenas R$ 5, mas os traficantes passaram a dividi-las, cobrando R$ 3. O valor irrisório, no entanto, é ilusório, pois, com o consumo compulsivo a que a droga impele, a despesa do usuário acaba sendo muito alta, maximizando o lucro do tráfico. 

A maconha também é tida como uma droga fácil e barata, acessível a qualquer pessoa. Quem hoje fuma maconha amanhã estará cheirando cocaína.” Essa afirmação é comum tanto em programas de TV e debates políticos quanto em salas de espera e mesas de botequim.

Iniciativas do governo no combate às drogas
As políticas públicas, programas e órgãos, na União, estados e municípios, incluindo o Judiciário e o Ministério Público, estão desarticulados, pulverizados e não formam redes eficientes e integradas, essenciais tanto à prevenção e repressão quanto ao tratamento e reinserção social. Essa opinião foi unânime entre senadores e especialistas ouvidos na subcomissão sobre dependentes químicos, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).