quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Conheça os movimentos que buscam novas formas de fazer política

Encontro de movimentos políticos como o Nova Democracia, a Virada Política e a Bancada Ativista
O ano de 2018 começa com o debate eleitoral antecipando aquele que deve ser o pleito mais disputado e pulverizado desde 1989. As pré-candidaturas à Presidência proliferam e nomes que em outros momentos seriam impensáveis, dos mais diversos setores da sociedade, são postos e tratados como viáveis.

Como é da nossa tradição, prestamos demasiada atenção na disputa pelo principal cargo público eletivo e pouquíssima nas centenas de vagas no Parlamento. Após experimentarmos mais um impeachment e dois julgamentos de presidente da República pelo Congresso, parece imperioso dar maior foco na escolha daqueles que, no atual modelo de presidencialismo de coalizão, têm progressivamente assumido poder de ditar os rumos do país.

Se na disputa pela Presidência o principal movimento é apresentar-se como novo, como outsider da política, e tudo que isso pode significar (isenção dos acordos espúrios atuais, práticas eficientes do mercado, etc), algo semelhante vem ocorrendo nos debates para o Parlamento, embora ainda pouco repercutido pela mídia e com um potencial de impacto no resultado final da eleição bem menor que na disputa presidencial. Desde as eleições municipais de 2016 proliferam coletivos e movimentos pelo país focados em apresentar candidatos com práticas e ideias novas e, principalmente, candidaturas menos personalistas e mais colaborativas.

A diversidade entre esses grupos é grande. A maioria busca escapar da dicotomia instalada no país desde a eleição de 2014, rejeitando rotular-se de esquerda ou de direita. Tentam aliar práticas e idéias econômicas de mercado, liberais, com um ideário de preocupação social e identitário das esquerdas. Eficiência e desigualdade são suas maiores preocupações, mas existem diferenças nas ênfases.