quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Sem Matadouro Público cidades da PB estão na mira da Superintendência do Meio Ambiente e MP

(Matadouro Público de Piancó)
A situação de matadouros irregulares vem sendo apurada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Somente este ano de 2017, foram realizadas três autuações e respectivas suspensões de funcionamento dos estabelecimentos ilegais. Já de 2015 a 2016 foram 15 casos. De acordo com a Fiscalização da Sudema, a falta de licença ambiental para funcionar foi a principal infração cometida pelos administradores dos abatedouros.

As ações para coibir o abate e o comércio de carne clandestina no Sertão, serão intensificadas a partir do próximo ano. Uma força tarefa com esse objetivo será formada pela Secretaria de Agricultura e Procon. A população está preocupada com a possibilidade da venda de carnes oriundas dos matadouros clandestinos.

Uma vistoria realizada pelo Conselho Regional de Veterinária da Paraíba verificou que todos os abatedouros que estão sob administração pública estadual correm o risco de serem fechados. A análise foi feita após uma denúncia da Defesa Agropecuária do Estado.

A prefeitura de Piancó, em gestões passadas, se reuniu com marchantes, para debater a reabertura do matadouro público de Piancó, fechado pelo Ministério Público Estadual. Nessas reuniões os marchantes se mostraram preocupados diante da atual situação vivida por eles, já que o abate de animais para o consumo custa caro e o preços são repassados pelos marchantes aos consumidores. Eles se mostraram abertos às propostas e afirmaram que querem trabalhar em um local adequado e cumprindo as normas da vigilância sanitária.

Até bem pouco tempo os Marchantes das cidades de Santana dos Garrotes e Itaporanga, vinham usando o Matadouro Público da cidade de Pedra Branca, mas até então não se sabe como anda essa questão, já que nada foi informado para o consumidor.

Segundo informações, os animais abatidos tem sua carcaça despencada no meio do mato em abatedouros clandestinos. Sem nenhuma inspeção da Vigilância Sanitária, são levadas para os frigoríficos em transportes fora dos padrões e sem qualquer preocupação com a saúde humana. 

O Ministério Público, através das suas promotorias de Justiça, ajuizou várias Ações Civil Públicas, para obrigar as prefeituras a sanar a omissão e a construir novos matadouros públicos, findando um Procedimento Administrativo que já tramita há quase quatro anos sem resolução do problema. A situação é caracterizada como de necessidade extrema e urgente da população do Vale do Piancó.