sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

No Sertão população reclama da falta de oportunidade e pedem socorro

(Reprodução)
Apesar de a crise econômica não ser "privilégio" apenas e tão somente de cidades do Vale do Piancó, o cidadão local não está mais conseguindo esconder sua decepção com os administradores que passaram pelo Executivo nos últimos 20 anos. Durante esse mês de dezembro a cidade de Piancó, por exemplo, recebeu um montante de recursos advindos de FPM, Salários Estadual e Municipal, Aposentados, etc. Isso parece que não reanimou muita gente. O que se percebe é a miséria e a decepção estampada na cara do cidadão. Sem políticas públicas de incentivo ao trabalho (mesmo porque não tem espaço para mão de obra), os governantes (estadual e municipal), se isolam nos seus suntuosos gabinetes e faz as contas de quantos pais de famílias, estudantes, trabalhadores do campo, autônomos, profissionais liberais; já perderam as esperanças. Não tem mais o que fazer em termos de esperança num futuro que se vislumbrava tão promissor. O governo do estado se restringe a fazer campanha antecipada, apresentando o seu pré-candidato ao governo do Estado, enquanto no município o desemprego bate a porta de cada um daqueles que se sentiam privilegiados por ainda ter um cargo público, ou em pequenos estabelecimentos comerciais. Até quem trabalhava como empregada doméstica, hoje reclama da falta de oportunidade. Que crise é essa? O que fazer para sair desse buraco tão profundo? Não há resposta pronta!

A Taxa de desemprego na Paraíba é a maior em quatro anos. De acordo com IBGE, 166 mil pessoas com mais de 14 anos estavam desocupadas nos últimos três meses de 2015 em todo o Estado. A taxa de desemprego na Paraíba fechou o quarto trimestre do ano passado (2016) com maior taxa dos últimos quatro anos. Em 2017 esse índice triplicou.

Porque se briga tanto por políticos
Hoje quem dita as regras para colocar o cidadão no serviço público - até mesmo através de concursos públicos fajutos -, são os gestores. Prefeitos e governador, tem sua base aliada, de protegidos, que ficam ao seu redor "puxando-lhes o saco" pra não perder o emprego, mas nunca o trabalho. Trabalhar não, emprego sim. Daí o cidadão de bem ver a todo instantes algumas poucas e privilegiadas pessoas, ostentando em carros luxuosos, em festas, etc. O cidadão simples, trabalhador, aquele que conseguiu um diploma universitário à duras penas, hoje é o maior prejudicado com as políticas implantadas no País. A economia despencou, e até os aposentados correm o risco de perder sua tranquilidade, depois de muito tempo de trabalho.

A Paraíba tem mais de 220 mil desempregados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017. O número representa pouco mais de 15% do total de pessoas que estão empregadas, que são mais de 1,4 milhão, e 13,2% da força de trabalho paraibana, que conta com 1,6 milhão de pessoas, segundo o órgão. A taxa é semelhante à média nacional. Em João Pessoa, a taxa de desempregados é de 12,9%.

Solução
Que solução pode tomar um cidadão simples, que não tem dinheiro nem mesmo para custear suas despesas normais, a exemplo de uma cesta básica, gás, energia elétrica, água e até remédio. Quem poder tomar uma solução, são os gestores públicos competentes e comprometidos com o seu povo! O desenvolvimento econômico visa a gerar bem-estar e qualidade de vida. A política econômica precisa buscar, entre outros objetivos, gerar empregos e aumento real da renda do trabalho. A economia política do desenvolvimento deve se orientar pela centralidade do trabalho como produtor e organizador da vida social.

Os famosos Cargos Comissionados
Estado cleptocrata não é apenas o reconhecidamente governado por corruptos, senão também o governado ou cogovernado por aqueles que buscam extrair da coisa pública vantagens pessoais ou partidárias decorrentes do patrimonialismo, que significa o estatismo abusivo, a confusão entre o público e o privado, o uso do patrimônio público como se fosse patrimônio privado, a troca de favores (favorecimentismo), o favorecimento de setores da economia, o empréstimo de dinheiro público a apaniguados, o empreguismo (sobretudo dos cabos eleitorais e apoiadores), o corporativismo, o clientelismo, o fisiologismo, o nepotismo, o parentismo, o amiguismo, o filhotismo, o “onguismo” (apoios indecorosos a algumas ONGs que fazem parte do aparelhamento do Estado), o emendismo (emendas de distribuição de verbas, reservando-se parte do amealhado para o autor da emenda), o novo peleguismo (dos sindicatos), a cooptação midiática (servidão ou clientelismo midiático), o aparelhamentismo do Estado, o assistencialismo, o bolsismo educacional fundado em interesses eleitorais etc.