segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A quase morte do Rio Piancó


O Rio Piancó é um rio brasileiro que banha o vale do Piancó, região do estado da Paraíba. Nasce no município de Conceição e dá origem ao Vale do Piancó, onde se encontra Coremas, uma das maiores barragens brasileiras. De lá, ele segue para a barragem de Assú, no estado vizinho do Rio Grande do Norte. Antes de chegar ao seu destino final, o rio Piancó se encontra com o rio piranhas no município de Pombal, proporcionando a união dos rios e segue para o seu destino final na barragem de Assú.

Podemos dizer que o Rio Piancó ou já morreu ou está morrendo. De Conceição a Paulista, até o Rio Grande do Norte, todas estas cidades jogam seus esgotos no leito do Rio Piancó, sem nenhum tratamento. Vale a pena enumerar as cidades que o Rio Piancó corta, começando por Conceição, Diamante, Boa Ventura, Itaporanga, Piancó, Coremas, Pombal, Paulista, etc. Sem contar os esgotos que são jogados nos seus afluentes, que acabam por desaguar no leito do Piancó. É bom lembrar que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, a dona GAGEPA, cobra em nossas contas mensais um taxa para tratamento de esgoto. Mas que tratamento de esgoto? Alguém conhece alguma estação de tratamento de esgoto em alguma cidade do Vale do Piancó. Se alguém souber onde existe alguma, por favor, me avise. (Fidelis Mangueira)

Transposição - O terceiro braço da transposição das águas pelo rio Piancó e Coremas Mãe D'Água está orçado em quase R$ 200 milhões e prevê a construção de um conjunto de adutoras que vai garantir a chegada da água para 18 municípios que possuem problemas em seu abastecimento. A água beneficiará o Vale do Piancó, o sistema Coremas-Mãe D'Água, que abastece a região de Patos, o Vale do Sabugi e chegará às Várzeas de Sousa pelo Canal da Redenção.

A morte do Rio - Garboso em tempos de outrora, de suas águas proviam alimentos. Os peixes alimentavam os ribeirinhos e as plantações de arroz, irrigadas com suas límpidas águas, enchiam os pratos de uma região. Perdão rio Piancó, seus filhos não sabem o mal que fazem, quando não cobram do poder público o que lhes é de direito.

Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca. (Provérbio popular)