quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Em Patos, representantes da Energisa culpam impostos para aumento na energia, mas não respondem alguns questionamentos da sociedade

A Câmara Municipal de Patos realizou na noite desta quarta-feira, dia 29, às 19h00, a audiência pública de propositura do vereador Capitão Hugo (PTN) para discutir o aumento da conta de energia elétrica cobrada pela Concessionária Energisa. Mesmo com uma participação pequena da sociedade, a audiência contou com representantes de alguns órgãos e entidades sociais.

Após a abertura e a saudação aos presentes por parte da mesa que dirigiu a audiência, os representantes da Energisa fizeram uma exposição detalhada, desde como se dá a compra de energia pela empresa, os impostos cobrados pelos governos, os cálculos feitos para o preço final, a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para o aumento de 14,55%, além de questões como economizar energia, lucros da empresa e qualidade nos serviços oferecidos a Paraíba.

Usando slides em Datashow, um dos representantes da Energisa fez questão de detalhar questões da tarifa social e de demonstrar que a empresa ganha razoável diante da carga tributária do Brasil e do Estado. Ao abrir para as indagações da sociedade sobre dúvidas de como se chegava ao valor considerado abusivo cobrado nas contas de energia elétrica, os representantes da empresa pediram para enviar as respostas depois para a Câmara Municipal de Patos e também para o Programa de Defesa e Proteção do Consumidor (PROCON/Patos).

Algumas pessoas presentes na audiência ainda levaram lamparinas, símbolo do protesto com ganhou força nas redes sociais devido a insatisfação no valor cobrado. Um dos representantes da Energisa ainda disse que esperava mais pessoas no avento, isso em decorrência da insatisfação que foi expressa.

(Bruno Maia/PROCON-Patos)
Fazendo uso da palavra, o diretor do PROCON/Patos, Bruno Maia, disse que está estarrecido, pois fez solicitação de informações que não ficaram claras para justificar o valor cobrado na conta de energia. “...não me convenceu! Alguns posicionamentos não foram esclarecidos e eu espero que a Energisa faça os esclarecimentos finais para que a gente posso efetivamente ter uma conclusa para saber o que se está cobrando é o que efetivamente se deve. Eu espero que a Energisa atenda nossos pleitos...”, relatou Bruno.

Ao usar a palavra, Marcelo Lima e Jozivan Antero, falando como consumidores, relataram situações desagradáveis vividas pelo povo com o valor abusivo da conta de energia elétrica e comentaram sobre os lucros fabulosos que a empresa teve, mesmo se queixando de muitos impostos cobrados pelos governos. O monopólio do serviço de fornecimento de energia elétrica também foi considerado um crime praticado pelo Governo do Estado que vendeu uma empresa de alta lucratividade e a entregou ao capital privado. (Patosonline.com)