sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Desemprego leva à depressão e causa 20% dos suicídios no mundo

(Reprodução)
Ninguém ainda provou uma relação causal entre desemprego e danos ao coração, mas uma pesquisa da Universidade Harvard (EUA), por exemplo, mostrou que perder o emprego pode aumentar de 50 a 80% as chances de desenvolver alguma doença como hipertensão, problemas cardiovasculares, derrame e diabetes.

Entre os males do desemprego na saúde física e mental, os especialistas apontam: depressão, maus hábitos alimentares (comer demais por ansiedade, comer mal), estresse, ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos, insônia (más noites de sono), fatiga, letargia, dores no corpo, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Outras pesquisas indicam que os desempregados têm duas vezes mais chances de ter um grande episódio depressivo, além de risco maior de cometer suicídio. O desemprego também é bastante relacionado à violência doméstica e ao abuso do álcool.

Mais estudos sugerem que homens com filhos tendem a ver o desemprego como uma derrota mais do que as mulheres com filhos, talvez porque elas são mais propensas a ver a falta de um trabalho como uma oportunidade de passar mais tempo com a família.

Além de tudo isso, os relacionamentos pessoais podem sofrer pressão resultante do desemprego, como preocupações
financeiras em uma família. Entretanto, as taxas de divórcio são mais baixas entre os desempregados. Pesquisadores especulam que seja mais difícil para as pessoas fazer grandes decisões, como se mudar ou vender uma casa, enquanto procuram por emprego.

Ainda no plano emocional, o desempregado pode isolar-se socialmente por conta do constrangimento de sua situação. Sendo assim, pode não sair de casa ou não fazer mais as coisas que gostava, além de se sentir inútil, confuso ou sobrecarregado.

“Ser desempregado é realmente uma das experiências mais difíceis, mais devastadoras que as pessoas passam”, disse Robert L. Leahy, diretor do Instituto Americano de Terapia Cognitiva e autor do livro “The Worry Cure” (“A Cura da Preocupação”, em tradução literal).
Como mudar esse quadro

Pelo que vimos até agora, estar desempregado vem com uma avalanche de outros problemas que, certamente, tem consequências na saúde. Então o que podemos fazer por quem passa por tal situação?

Os psicólogos sugerem que amigos e familiares de pessoas desempregadas procurem “sinais de alerta” para má saúde mental, especialmente depressão, como tristeza, falta de energia, insônia e irritabilidade. Alguns casos podem precisar de ajuda médica. Mas o apoio dos mais próximos é um dos fatores mais essenciais para superar essa fase.

Aos desempregados, a dica principal é: se permitir sentir tristeza. Como todo ser humano, você tem direito de se sentir infeliz. Mas não se afunde nessa infelicidade; ao invés de se desesperar e pensar que está tudo desmoronando, você pode ser mais pró-ativo e aproveitar ao máximo seu tempo livre.

Por exemplo, você pode se dedicar a conquistar novas habilidades e a criar uma rede de contatos. Aprender inglês, frequentar novos círculos sociais, fazer trabalho voluntário vão lhe tornar um profissional melhor e abrir caminhos para conhecer mais gente que possa lhe ajudar a conseguir um novo emprego.

https://hypescience.com/desemprego-e-uma-das-experiencias-mais-devastadoras-para-a-mente/