segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Aécio, regras eleitorais e denúncia contra Temer aumentam pressão sobre o Congresso

(Beto Barata/PR)
O futuro do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), da relatoria da denúncia contra o presidente Michel Temer e da minirreforma política deverá ser decidido nesta semana. Os parlamentares têm somente até sexta-feira para aprovar as novas regras eleitorais a tempo de valerem para a disputa de 2018. Se isso não ocorrer, mudanças como o fundo eleitoral com dinheiro público, a instituição da cláusula de barreira e o fim das coligações para eleições proporcionais não entrarão em vigência no próximo ano.

Ainda na Câmara, tucanos deverão discutir o que fazer com a relatoria do pedido de investigação de Temer entregue ao deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). A escolha do parlamentar mineiro, o mais idoso do Congresso, irritou a parte da bancada do PSDB que defende o rompimento com o governo do peemedebista. Bonifácio é pressionado por colegas a desistir da função, mas tem dado sinais de que, no que depender dele, será o relator do caso.

Ainda sob clima de rebelião, senadores do PSDB, do PMDB e do DEM defendem votar já nesta terça-feira (2) o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG), determinado semana passada pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do tucano também querem derrubar o recolhimento noturno, a entrega de passaporte e a proibição de contato com outros investigados da Lava Jato, medidas que Aécio também terá de cumprir.

O Supremo retirou da gaveta a ação direta de inconstitucionalidade que pode livrar Aécio da punição. Mas o julgamento foi marcado para o dia 11. A ação, movida em maio de 2016 por três partidos (PP, PSC e SD), solicita que a Câmara e o Senado sejam ouvidos, no prazo de 24 horas, toda vez que o Supremo determinar medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal diversas da prisão, como o recolhimento noturno. Mas os apoiadores de Aécio não querem esperar até a próxima semana.