quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ACESSO À JUSTIÇA : Novos defensores realizam mais de dois mil atendimentos e ingressam com 600 ações

Ele deu entrada no hospital em que trabalho, vítima de maus tratos. Era espancado, passava fome e vivia nas ruas. Levei-o para a minha casa, pois ele não tinha onde ficar, e através da Defensoria consegui a guarda provisória e agora vou dar entrada no processo de adoção”. O relato é do motorista Elton Ferreira, que é padrasto de três crianças e resolveu adotar um menino de 12 anos que era vítima de violência por parte da família. Ele se sensibilizou com a história do garoto e decidiu dar a ele uma vida diferente.

Elton e a sua mulher Adriana Cristina são do município da Prata e a história deles é uma entre muitas de paraibanos que estão sendo beneficiados com a atuação dos novos 20 defensores públicos aprovados em concurso público realizado em 2014. Juntos, os novos defensores, já realizaram mais de dois mil atendimentos e protocolaram cerca de 600 ações, levando acesso à justiça para o interior e transformando a vida das populações mais carentes.

E os relatos de problemas que foram solucionados são muitos. “Há mais de três meses eu sofria com o meu filho preso e sem conseguir libertá-lo pela falta de um advogado que me ajudasse. Graças a Deus fui abençoada com o trabalho de uma das novas defensoras públicas aqui em Malta e pude ter meu filho de volta”. Esse é o relato da dona de casa Irenice Domingos dos Santos.

Em Sousa, o funcionário público Eudivânio Lopes conseguiu prosseguir com o processo para garantir o fornecimento de leite especial para o seu filho. Depois da negação por parte de Prefeitura e do Governo do Estado, Eudivânio recebeu o apoio de uma defensora pública nomeada no último concurso. “Eu estava abandonado sem o apoio de ninguém. O processo tinha ido para João Pessoa e eu não tinha condições de ir lá resolver. Nossa sorte foi a defensora que pegou o caso e colocou o processo para andar. Agora, temos esperança de garantir o leite do meu filho”, disse o funcionário público, destacando que deveriam ter muito mais defensores para atender os mais carentes. 

Da Redação
Com Assessoria