sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Membro dos Direitos Humanos diz que acusado de agredir mulher “não era nem para ter sido preso”


O advogado Corsino Neto, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Patos, acompanhou a audiência contra Marileudo da Silva, de 27 anos, acusado agredir a namorada com um soco no olho, no último domingo, (13), em Patos. Em entrevista ele disse que no processo lavrado pela Delegada dava conta de que a vítima teria sofrido “lesão corporal leve” e que a decisão do Juiz teria sido com base no auto expedido pela delegacia de Patos. Escute a entrevista no fim do texto.

O caso foi registrado no bairro Jatobá. Maria José Caina foi atingida com um soco no olho, chutes e pontapés e quando tentou fugir do agressor, foi atingida com um pedaço de pau na cabeça e a mesma chegou a desmaiar. Depois que recobrou os sentidos e conseguiu fugir e acionou a polícia. O agressor foi localizado na residência, preso e encaminhado para o Presídio Romero Nóbrega, mas foi solto no próprio domingo.

A soltura do acusado revoltou a população e surpreendeu inclusive os policiais e a delegada que registrou a ocorrência.

Em entrevista à imprensa patoense, o Juiz responsável pela soltura do acusado disse que “no processo não havia no fragrante informação de que a vítima teria sofrido lesão corporal de natureza grave, pelo contrário, a informação que constava no flagrante era de que a lesão teria sido de natureza leve, então não havia motivo para ter sido decretado prisão preventiva”, disse.

Segundo o comentário de Corsino, o acusado nem deveria ter sido preso e na opinião dele, deveria ter sido apenas Lavrado um Termo e o suspeito de ter cometido as agressões ser liberado em seguida.

O advogado disse que a imprensa teria tratado o caso como espetacularização.

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