sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Em tom agressivo presidente da Câmara de Piancó usa Tribuna para "intimidar" o prefeito Daniel; Vereadora Neguinha rebate e diz que "estamos numa Democracia e não numa Ditadura"

(Reprodução/Internet)
Na sessão de ontem, quinta-feira (17) na Câmara de Vereadores de Piancó, o vereador presidente da Câmara Municipal,  Antonio Azevedo (Hermógenes/Podemos) usou da Tribuna da Casa para tecer alguns comentários, e todos foram direcionados ao prefeito Daniel Galdino (PSD), em tom ameaçador. As ameaças diz respeito as ações administrativas do prefeito que ele próprio ajudou a eleger e elegeu-se pela mesma coligação. Num desses comentários, o vereador-presidente observa de forma equivocada, uma fatura paga pelo atual prefeito com relação ao uso de combustíveis. A vereadora Neguinha Tomaz (PROS), disse que não tem medo de ameaças e evocou a Liberdade de Expressão no Estado Democrático de Direito, falando em nome de seus pares e do própio prefeito Daniel. Ela foi "ameaçada" pelo presidente Hermógenes com relação a um possível dossiê sobre a vida da parlamentar quando exercia função administrativa na direção do Hospital Regional Wenceslau Lopes em Piancó.

Sobre o pagamento de Combustíveis
O prefeito tomou posse em primeiro de janeiro de 2017 e a fatura paga se refere, por um erro de digitação, ao ano de 2016. Sem levar em consideração o erro na digitação, o presidente Hermógenes  ameaçou acionar o prefeito na Justiça.  Fato semelhante aconteceu na gestão do então prefeito Sales Lima (DEM) quando na hora de digitar um recibo de ajuda financeira no valor de R$ 430,00 (Quatrocentos e trinta reais), seu  nome foi colocado no lugar do verdadeiro beneficiário. E assim disse o prefeito na época: "Eu, na qualidade de Prefeito Municipal de Piancó, e valendo-me de tal posição, teria recebido auxílio financeiro no valor de R$ 430,00 (quatrocentos e trinta reais) para tratamento de saúde, alegando-me carente na forma da lei. Tais alegações, não correspondem a verdade". O prefeito Sales foi também alvo da ira do já vereador Hermógenes - eleito pela Coligação de Sales à época -, com relação a esse assunto e outros temas que não era aceito pelo vereador hoje presidente da Casa de Padre Manuel Otaviano.

Falta de Decoro Parlamentar/Prevaricação
Os vereadores de Conchas, a cerca de 120 km de Avaré (SP), Paulo Nunes (PT) e Omar Miranda (PSDB) tiveram os mandatos cassados pela Câmara de Vereadores,  por sete votos a dois. Os dois foram acusados de quebra de decoro parlamentar. A matéria é do site G1.

Segundo o processo, Omar teria feito denúncias contra o prefeito de Conchas, durante as sessões, sem apresentar provas, o que caracteriza crime de prevaricação.  prevaricação consiste em  praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Já o Decoro parlamentar refere-se a conduta individual exemplar que se espera ser adotada pelos políticos, representantes eleitos de sua sociedade. O decoro parlamentar está descrito no regimento interno de cada Casa Legislativa, a exemplo da Casa de Padre Manuel Otaviano.