terça-feira, 18 de julho de 2017

Mulher suspeita de comandar "Jogo da Baleia Azul" é presa em João Pessoa

Uma mulher suspeita de participar da divulgação do ‘Jogo Baleia Azul’ – corrente de mensagens que cobravam desafios que podiam chegar até ao suicídio – foi detida na manhã desta terça-feira (18) em João Pessoa. De acordo com informações da polícia, ela foi levada para a Central de Polícia, no bairro do Geisel, e deve prestar depoimento e ser liberada. Equipamentos eletrônicos da mulher também foram apreendidos, e possivelmente vão ser encaminhados para análise no Rio de Janeiro.

Uma ação conjunta da Polícia Civil está sendo realizada na manhã de hoje na Paraíba e em outros oito estados brasileiros, para identificar e prender suspeitos de organizar e divulgar nas redes sociais umoo jogo, que seria classificado como, “jogo de incentivo a suicídios’, popularmente chamado de “jogo da Baleia Azul”. A operação começou no Rio de Janeiro, e teve ações na Paraíba, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. De acordo com o delegado Alan Murilo Terruel, o mandado de busca e apreensão contra a suspeita foi encaminhado à Justiça paraibana pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante esta operação estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos oito estados. Os mandados foram expedidos pelo juiz Alexandre Abrahão, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, e tem o objetivo de identificar e prender supostos “curadores” do jogo, que chegou a causar ferimentos em vítimas no Rio e tem ligação suspeita com casos no Mato Grosso e na Paraíba. Algumas vítimas, ao tentarem deixar o jogo, são ameaçadas por esses “curadores”.

O jogo e o crime
O Baleia Azul é uma corrente, através de mensagens em grupos de Facebook, Messenger ou WhatsApp, que tenta induzir virtualmente os participantes ao cumprir 50 desafios, que podem chegar até ao suicídio – que seria a última “tarefa”.

O jogo é uma iniciativa de criminosos que usam as redes sociais para impor desafios a crianças e adolescentes. Um grupo de organizadores, chamados de “curadores”, propõem uma sequência de missões que envolvem isolamento social, automutilação e suicídio.

Conforme o coordenador do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), Arnaldo Sobrinho, instigar alguém a suicida-se configura um crime, que tem pena de reclusão de dois a seis anos. “Pode vir a configurar crime, se o comportamento da outra pessoa incentivar o suicídio. Isso está presente no artigo 122”, informou.

“Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena – reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave”, diz trecho da lei. E o caso tem pena duplicada, “se o crime é praticado por motivo egoístico; ou se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência”.

Com Blog do Gordinho