terça-feira, 11 de julho de 2017

Algaroba pode gerar mais de 20 produtos derivados



Algaroba pode gerar mais de 20 produtos derivadosOriginárias dos Andes peruanos, as sementes de algaroba propagaram-se, ao longo dos anos, pelas Américas. No Brasil, a vagem chegou em 1942, frutificando no Sertão de Pernambuco. Posteriormente, ela seria plantada na Paraíba pelas mãos do engenheiro agrônomo, Dr. Inácio Antônio Gonçalves. De lá para cá, a cultura de plantio da algarobeira intensificou-se, de início, na região do Cariri, sendo posteriormente disseminada no resto do Estado.

Por meio de pesquisas, acabou descobrindo-se que a planta possui um enorme potencial, podendo gerar uma extensa gama de produtos derivados. Segundo diz Clóvis Gouveia da Silva, professor do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pesquisador especializado em algarobeiras, as pesquisas sobre esta planta já estão muito avançadas em outros locais, tanto que existem países com centros de pesquisas específicos nesse assunto. No Estado, a UFPB foi pioneira nos estudos, aprofundados acerca da algaroba e, por conta disso, já existem mais de 20 produtos derivados - dentre eles, aguardente, fermentados, vinagre, etanol, produtos de panificação derivados da farinha de algaroba, ração para animais, açúcar líquido, mel e carvão vegetal.

“Aqui, nós trabalhamos especificamente com a vagem, mas se você parar para analisar, vai ver que se pode aproveitar tudo: das raízes até as folhas da algaroba. Realmente tudo é aproveitável na planta, inclusive como alguns entusiastas dizem: é a planta mágica do Nordeste”, explica o pesquisador.

De acordo com Clóvis, as propriedades de destaque da planta são: a capacidade de fermentação - a algaroba agiliza os processos biotecnológicos por ser rica em nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre; o potencial energético em termos de açúcares redutores - que podem ser transformados em álcool, vinagre, ácido e outros produtos; e o baixo índice glicêmico dos açúcares extraídos da algaroba – produzindo açúcares e farinha que podem ser consumidos por pessoas com diabetes.
 
 
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