segunda-feira, 22 de maio de 2017

FHC: Temer tem de avaliar se deve seguir no poder

Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o atual ocupante do cargo, Michel Temer (PMDB), precisa refletir e avaliar se continuará tendo condições de governar o país depois dos episódios envolvendo a delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. A declaração foi dada no programa Canal Livre, da Band, que foi ao ar ontem à noite, no qual o ex-presidente foi entrevistado pelos jornalistas Ricardo Boechat, Fernando Mitre, Sonia Racy e Eduardo Oinegue.

Desde que o conteúdo da delação foi divulgado pelo jornal O Globo, Temer já fez dois pronunciamentos afirmando que não vai renunciar. Para FHC, as declarações expondo a história sob o ângulo do presidente foram importantes, mas não suficientes. E Temer, na visão de Fernando Henrique, não tem muito tempo para essa reflexão, porque “as coisas vão se mover com muita rapidez”.

“Estamos passando por um momento do Brasil de anomia, a falta de organização e autoridade”, disse FHC. Para ele, há a necessidade de criar um grupo que “tenha legitimidade”. É um cenário propício para o aparecimento de “outsiders” (pessoas de fora da cena política tradicional)?, foi questionado. Ele concordou e disse que não avalia que um outsider seja um erro.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi citado como uma espécie de “outsider” na entrevista. “Ele sabe se comunicar usando as redes sociais.” Questionado se o apresentador Luciano Huck estaria em conversa com o PSDB também, FHC respondeu que Huck tem “sensibilidade social”.

Sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB), que pediu licença da presidência do partido depois de ser citado na delação de Joesley como tendo pedido R$ 2 milhões para custear advogados, FHC disse que ele “agiu nessa etapa como tinha que agir”. 
 
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