sábado, 1 de abril de 2017

Reajuste: Usuários de medicamentos começam a fazer planejamento para não se endividar

Com o anúncio do aumento da tarifa dos medicamentos, os usuários já começam a fazer as contas. É que o acréscimo vai ter impacto na renda das famílias, especialmente aquelas que recebem um salário mínimo.

É o caso da funcionária pública Maria de Lourdes, que mora na cidade de Serra Branca, no Cariri do Estado, e que gasta em média R$ 100 mensais com medicamentos. Até o final do ano passado, ela foi acometida por um quadro de início de depressão e utilizava antidepressivos e precisava dos remédios para amenizar a doença. Ela explica que hoje está bem e sem necessidade de usá-los.

Entretanto, a servidora pública revelou que ainda faz o uso de relaxantes e, esporadicamente, precisa comprar medicamentos como Dipirona e Torsilax. "Ainda assim, o gasto deve permanecer na faixa de 100 reais", explica.


Apesar de não ser um valor tão alto, Maria de Lourdes revela que se não houver planejamento, certamente poderá ter problemas no orçamento. Ela lembra que é preciso ter controle, uma vez que há contas de água, energia e gastos com alimentação para incluir nas despesas do mês.

"Se não colocar tudo no papel vai chegar uma hora que vamos gastar mais do que ganhamos. Estar endividado com essa crise não é uma boa opção", esclarece.

Reajuste - O aumento foi anunciado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31). O reajuste varia de 1,36% a 4,76%. Em nota, o Sindicato da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) informou que os índices de reajuste não repõem a inflação passada, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado de 12 meses, de março de 2016 a fevereiro deste ano.

"Do ponto de vista da indústria farmacêutica, mais uma vez os índices são insuficientes para repor os custos crescentes do setor nos últimos anos", diz o documento.

Portal Tambaú 247