domingo, 12 de março de 2017

Empresária dona de lojas em shopping presa por estelionato não paga fiança de 10 salários e vai para presídio feminino, em João Pessoa

A empresária Daniella Almeida Martins, Dani Balas, foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, por não ter pago a fiança de 10 salários mínimos. Ela, que é proprietária de empresas instaladas em dois shoppings da Capital e também um food truck no Parque Cabo Branco, foi presa nessa quinta-feira (9), em um apartamento de luxo suspeita de aplicar golpes superiores a R$ 240 mil.

“Ela foi encaminhada para a audiência de custódia e foi determinada que ela pagasse 10 salários mínimos para ser liberada, mas como não pagou, foi transferida para o presídio Julia Maranhão, conforme determinação judicial”, explicou o delegado Lucas Sá, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações.


Lucas Sá disse ainda que nesta sexta-feira (10), já compareceram cerca de 14 pessoas dizendo terem sido vítimas da empresário e pedindo ressarcimento. Inicialmente, o prejuízo chegava a R$ 100 mil, mas após o aparecimento de novas vítimas, o prejuízo já chega a R$ 240 mil.

De acordo com o delegado, a suspeita contratou serviços para fabricação de quiosques com cheques sem fundos, com valores de aproximadamente R$ 30 mil.

As investigações mostraram que a empresária também teria locado flats de luxo e negociado produtos importados dos Estados Unidos de forma fraudulenta, apropriando-se indevidamente dos valores pagos.

“Ela chegou a simular depósitos bancários e a orientar as vítimas a conferir suas contas, informando que havia feito depósitos correspondentes à devolução dos apropriados. Mas tudo não passou de mais um artifício executado pela investigada para ganhar tempo e continuar a praticar condutas criminosas”, informou Lucas Sá.

A Delegacia de Defraudações e Falsificações vai continuar investigando o esquema, no intuito de identificar possíveis cúmplices da empresária e outras vítimas da suspeita. Qualquer denúncia sobre a empresária pode ser feita pelo telefone 197, que garante sigilo ao informante.

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