sexta-feira, 3 de março de 2017

Em liberdade, goleiro Bruno se apresenta à Justiça

O goleiro Bruno Fernandes se apresentou no Fórum de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (2). Ele foi comunicar à Vara de Execuções Penais um endereço na capital mineira, conforme determinava a decisão de soltura do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu a liberdade ao ex-jogador.

Bruno deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia, no dia 24 de fevereiro, após ficar seis anos e meio preso. A Justiça de Minas Gerais considerou o goleiro culpado pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da ex-namorada Eliza Samudio. O crime ocorreu em 2010, ano em que o goleiro foi preso, e o julgamento, em 2013. A defesa dele queria a anulação do júri, mas o recurso ainda não foi analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).


Alguns fãs esperavam pelo goleiro na porta do fórum e ele chegou a fazer fotos com eles. Apesar de atender ao pedido, ele entrou no carro sem dar declarações à imprensa. "Vocês sabem que as questões que envolvem o Bruno ainda têm questões de pensão alimentícia, têm questões processuais que tem que ser resolvidas com o antigo clube, que é o Montes Claros, têm questões que qualquer coisa, nesse tumulto todo, a gente pode falar e prejudicar negociações, algumas coisas aí para frente", justificou o silêncio do goleiro o advogado Lúcio Adolfo.

Lúcio Adolfo disse ainda que apresentou um endereço em Belo Horizonte à juiza da Vara de Execuções Penais, mas informou que este endereço pode mudar nos próximos dias porque o goleiro tem propostas de trabalho de nove clubes em várias cidades, sendo três do Rio de Janeiro, dois de São Paulo, um de Brasília, e três de Minas Gerais. Ainda segundo Adolfo, dois destes times disputam a Série A do Campeonato Brasileiro.

A expectativa do defensor de Bruno é que ele assine já um contrato com algum desses clubes em até nove dias.

"O ministro Marco Aurélio de Melo, quando determinou a revogação da prisão preventiva e provisória, impôs apenas uma condição: que ele apresentasse o endereço onde ele ia residir e que pudesse ser encontrado para qualquer do atos posteriores do processo. Então eu vim hoje, em respeito ao Judiciário, informar a juíza de Execução Criminal que ele está em determinado endereço, onde ele vai residir oficialmente, vai estar, mas apenas eu queria avisar que, dentro da necessidade contratual da questão de trabalho dele, pode ser que, oportunamente, e muito brevemente, tenho certeza, ele terá que informar um novo endereço porque ele tem propostas de trabalho que não são em Belo Horizonte", explicou o advogado.

G1